1923 – O ano do Primeiro Título do Vasco da Gama no Futebol
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Saiba como Roberto virou ‘Dinamite’
Nome que consagrou craque do Vasco da Gama, atual presidente do clube, nasceu na redação de um jornal carioca
O garoto em questão era Carlos Roberto de Oliveira, até então conhecido apenas por Roberto. No tal treino, havia marcado dois gols, garantindo escalação para o próximo confronto, contra o Atlético Mineiro, na capital mineira. Mas Roberto não se saiu bem na primeira oportunidade como titular (a estréia no time de cima acontecera sete dias antes, quando entrara no intervalo na derrota para o Bahia por 1 x 0). Assim, na famosa partida contra o Internacional, Roberto começou no banco de reservas. Era só o início da carreira de um dos maiores ídolos do futebol brasileiro e do Vasco, que marcou 708 gols com a camisa vascaína.

Roberto é o maior artilheiro da história dos campeonatos brasileiros com 190 gols
Maracanã, 25 de novembro de 1971. Pelo Campeonato Brasileiro, o Vasco vencia o Internacional por 1 x 0. O técnico cruzmaltino, Admildo Chirol, decide sacar Gílson Nunes para a entrada do jovem Roberto, de 17 anos. Na primeira bola que recebe, Roberto, recém-promovido dos juvenis, passa por quatro marcadores e faz um golaço. No dia seguinte, o “Jornal dos Sports” estampava na manchete: “Garoto-Dinamite explodiu”.
Pronto. Estava criado um dos apelidos mais famosos do futebol brasileiro. Certo? Errado! Diferentemente do que é divulgado, a alcunha “Dinamite” surgiu um pouco antes.
Mário Jorge Guimarães, hoje um dos editores executivos do departamento de esporte da TV Globo, na época trabalhava no “Jornal dos Sports” e acompanhou o surgimento de perto:

Capa do JS de 20 de novembro de 1971: a verdadeira estréia do apelido de Dinamite
- Em 1971, o jornalista Eliomário Valente, do “Jornal dos Sports”, cobria um treino do Vasco. De repente, um jovem que treinava entre os titulares chutou com tanta força que chamou a atenção de todos que assistiam ao coletivo. De volta à redação, Eliomário comentou com colegas que “tem um garoto com um chute muito forte. Um deles teve tamanha violência, que a marca da bola ficou estampada na trave (as balizas ainda eram feitas de madeira). O garoto tem dinamite no pé!”. Aparício Pires, editor-chefe do jornal, estava à procura de uma boa manchete e escutou o bate-papo. Após alguns palpites, teve a idéia de abrir o jornal de 20 de novembro de 1971 com a seguinte capa: “Vasco escala o garoto-dinamite”.
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